A ansiedade de separação ocorre quando o animal não pode ter acesso ao proprietário.  O comportamento de apego é essencial para a sobrevivência de animais sociais. Tudo começa no nascimento quando o filhote forma ligação com a mãe. Em seguida, começa o período de sociabilização e a partir desse momento são definidos os processos de comunicação, coordenação, hierarquia e o tipo de relação que terá com seu proprietário, que precisa ser de confiança e afeto.

Ansiedade de separação é o conjunto de comportamentos exibidos por animais domésticos quando são deixados sozinhos, sendo um dos problemas comportamentais mais comuns em cães. Esses são descritos por seus responsáveis como “rancorosos”, “chateados”, “raivosos”, que agem com “despeito”, “má vontade”, mas este tipo de explicação não tem nenhuma base científica comprovada. A principal característica da ansiedade de separação é que os comportamentos indesejados estão claramente relacionados à ausência de um ou mais membros da família. Alguns animais desenvolvem hábitos destrutivos, tais como morder o próprio rabo, ou lamber-se excessivamente, causando danos físicos a ele mesmo.

A melhor forma de evitar esse problema é a prevenção. Quando se inicia uma relação responsável e animal, sabendo que haverá mudanças, ou que o tempo que será dispensado para o cão será restrito, este precisa ser preparado gradualmente, evitando apego inicial excessivo, ou permissividades que serão proibidas tão logo deixe de ser um filhote. O cão deve ser acostumado a ficar só em casa e a não perseguir o dono. Evite estimular ou reforçar comportamento de brincar com outros objetos que não os brinquedos apropriados. E existem alguns exercícios que podem ajudar.

Porém, se seu cão já sofre de ansiedade de separação procure ajuda médica veterinária, pois com a orientação direcionada as particularidades do seu problema, através de programa de modificação comportamental, você conseguirá ajudar seu amigo. O sucesso do manejo da ansiedade de separação inclui ensinar o cão a tolerar a ausência do proprietário.

Não puna seu animal, ajude-o a lidar com a mudança e sua ausência! Consulte um médico veterinário e saiba passo a passo o que fazer.


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