A cebola é uma das plantas cultivadas de maior difusão no mundo. Movimenta em torne de R$ 6 Bilhões anuais, o que faz dela a segunda hortaliça em importância econômica. No Brasil, ao lado do tomate e da batata, a cebola é uma das três olerícolas mais importantes, tanto pelo volume produzido quanto pela renda gerada. A produção brasileira oscilou, nos últimos anos, ao redor de um milhão de toneladas anuais. Com variações para baixo e para cima. Grande oferta e preços baixos numa safra, oferta menor e preço altos em outra. Assim, para os produtores, a cebola pode ser um bom negócio num ano e uma grande “dor de cabeça” no ano seguinte.
O consumo médio de cebola no Brasil fica em torno de 80 mil toneladas por ano. Ou seja, a produção brasileira seria mais do que suficiente para atender o mercado interno. Mas, anualmente, chega da Argentina cerca de 200 mil toneladas, inchando ainda mais a oferta. Com a entrada de cebola estrangeira, a oferta aumenta para além da capacidade de consumo. Outra questão é o consumo. Mesmo quando o preço está baixo, o consumo não aumenta, ao contrário do que acontece com os alimentos como a batata, carne e o arroz. Nos meses de safra, principalmente em Novembro, Dezembro e janeiro, a oferta fica acima de 100 mil toneladas. Com o excedente, o preço cai.
Na safra deste ano, produtores de algumas regiões tiveram que vender por preço inferior ao custo de produção.
È necessário a criação de uma comissão nacional, com participação dos Estados produtores para planejar e regular a produção no país. Brasil e Argentina, ao invés de concorrerem, poderiam estabelecer uma política conjunta de busca de mercados externos, como os outros países da América latina e a Europa.
É preciso, em curto prazo, o controle fitossanitário mais rígido. Segundo agrônomos, se esse controle fosse adequado, não haveria tanta entrada de cebola argentina no Brasil.
O melhoramento da cebola nacional também é uma das necessidades. O desenvolvimento dessas culturas possibilita a entrada mais cedo do produto no mercado. A Embrapa busca outras características no melhoramento, como formato globular, cor de pinhão de casca, boa conservação e resistência a pragas e doenças.
Seria necessário, para complementar um programa governamental sério que possibilitasse aos pequenos produtores estruturarem melhor suas propriedades. Não só para o armazenamento adequado, mas também para a criação de agroindústrias, possibilitando agregação de valor à cebola.
Extraído do texto “O balanço da Cebola”
Informativo da ISLA SEMENTES “Sementito”.
Ano 13, número 44, de Maio de 2007.

A cebola é uma das plantas cultivadas de maior difusão no mundo. Movimenta em torne de R$ 6 Bilhões anuais, o que faz dela a segunda hortaliça em importância econômica. No Brasil, ao lado do tomate e da batata, a cebola é uma das três olerícolas mais importantes, tanto pelo volume produzido quanto pela renda gerada. A produção brasileira oscilou, nos últimos anos, ao redor de um milhão de toneladas anuais. Com variações para baixo e para cima. Grande oferta e preços baixos numa safra, oferta menor e preço altos em outra. Assim, para os produtores, a cebola pode ser um bom negócio num ano e uma grande “dor de cabeça” no ano seguinte.   O consumo médio de cebola no Brasil fica em torno de 80 mil toneladas por ano. Ou seja, a produção brasileira seria mais do que suficiente para atender o mercado interno. Mas, anualmente, chega da Argentina cerca de 200 mil toneladas, inchando ainda mais a oferta. Com a entrada de cebola estrangeira, a oferta aumenta para além da capacidade de consumo. Outra questão é o consumo. Mesmo quando o preço está baixo, o consumo não aumenta, ao contrário do que acontece com os alimentos como a batata, carne e o arroz. Nos meses de safra, principalmente em Novembro, Dezembro e janeiro, a oferta fica acima de 100 mil toneladas. Com o excedente, o preço cai.   Na safra deste ano, produtores de algumas regiões tiveram que vender por preço inferior ao custo de produção.   È necessário a criação de uma comissão nacional, com participação dos Estados produtores para planejar e regular a produção no país. Brasil e Argentina, ao invés de concorrerem, poderiam estabelecer uma política conjunta de busca de mercados externos, como os outros países da América latina e a Europa.    É preciso, em curto prazo, o controle fitossanitário mais rígido. Segundo agrônomos, se esse controle fosse adequado, não haveria tanta entrada de cebola argentina no Brasil.   O melhoramento da cebola nacional também é uma das necessidades. O desenvolvimento dessas culturas possibilita a entrada mais cedo do produto no mercado. A Embrapa busca outras características no melhoramento, como formato globular, cor de pinhão de casca, boa conservação e resistência a pragas e doenças.   Seria necessário, para complementar um programa governamental sério que possibilitasse aos pequenos produtores estruturarem melhor suas propriedades. Não só para o armazenamento adequado, mas também para a criação de agroindústrias, possibilitando agregação de valor à cebola.

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Extraído do texto “O balanço da Cebola”Informativo da ISLA SEMENTES “Sementito”.Ano 13, número 44, de Maio de 2007.


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