O efeito terapêutico dos animais nos pacientes em tratamento médico tem chamado a atenção dos cientistas.

Pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, acompanharam cerca de 70 mulheres com câncer de mama. E notaram que a convivência com os bichos troxeram um conforto emocional, ajudando no tratamento.

Psicologos e veterinários acreditam piamente nesse efeito. A doutora alemã Hannelore Fuchs, radicada em São Paulo, iniciou um projeto com a ajuda de coelhos, tartarugas e cães no tratamento de crianças doentes. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Warwick, da Inglaterra, em 2004, com 138 crianças mostrou que 40% delas procuravam o amigo bicho quando estavam tristes. E Segundo a doutora Hannelore, “Os bichos deixam o ambiente descontraído”. Desde 1997 a iniciativa tem acelerado a recuperação de garotos internados na ala pediátrica do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, na capital paulista.

O companheirismo do animal reforça a saúde do paciente, uma vez que ele não mais se sente só e volta sua atenção para o animal. Um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, prova que conviver com eles abaixa a pressão arterial. Os cachorros são ótimos no tratamento cardiovascular. Segundo cardiologista Elias Knobel, o dono fica mais feliz e os hormonios de estress não ameaçam as artérias. Os gatos atuam contra a solidão. Segundo geriatras, um idoso cuidar de um felino pode trazer estímulos cognitivos.

E ainda mais, olhar para um aquário cheio de peixes e observar passos lentos de uma tartaruga são boas pedidas para quem quer relaxar.”Esta última também é aliada em trabalhos com crianças que têm dificuldade de locomoção e concentração”, conta Hannelore.


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