Cães

Nesta seção você poderá saber muito mais sobre como cuidar de seu melhor amigo, além de dicas de eventos e ofertas de produtos.

 

 

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Cuidando da saúde de nossas "crianças"
DR. ELCIO MASCARENHAS GOMES CRMV 5164 RJ.

Ao adquirir um animal de estimação ganhamos, também, a responsabilidade por seu bem estar. E em se tratando de filhotes, as responsabilidades não são menores do que teríamos com os de nossa própria espécie. Eles precisam de boa alimentação, cuidados médicos, vacinas e atenção aos perigos em nossa casa, tais como plantas venenosas, produtos químicos ou fios elétricos.

A alimentação deve ser de boa qualidade para aproveitar o rápido crescimento, principalmente nos seis primeiros meses. Existem diversas marcas, classificadas de acordo com a qualidade da matéria-prima utilizada.

O principal componente do alimento de um carnívoro é a proteína. Sua fonte deve ser animal e a mais nobre possível, de preferência carne fresca, evitando-se as fontes vegetais tais como a soja. Mas a proteína não é o único elemento que deve ser analisado na escolha de um alimento industrializado. A fonte de carboidrato (arroz ou milho, entre outros), o teor de gordura, a proporção entre cálcio e fósforo e os demais sais minerais e vitaminas também merecem atenção, e esta é uma análise que deve ser feita pelo seu médico veterinário (como faria o pediatra por seu filho).

Somente as pet shops contam com alimentos industrializados a base de carne fresca de frango (carne branca, fonte de proteína de alta qualidade, de fácil digestão e absorção) e arroz (carboidrato de fácil digestão, fonte de energia preferida pelo organismo animal), além de gordura, fibras, vitaminas e sais minerais na quantidade e qualidade certa, e que são hoje o top de linha em alimentação animal (alimentos super premium) porque, mesmo com uma quantidade menor, fornecem todas as necessidades alimentares diárias, que serão traduzidas em fezes mais firmes e em menor quantidade e uma melhor relação valor/benefício (amenizando o custo da ração).

Infelizmente algumas pessoas ainda acreditam que o alimento caseiro pode ser melhor do que o industrializado. Estudos comprovam que a comida caseira acaba sendo até 100% mais cara se levarmos em consideração o tempo gasto para o preparo, custos do cozimento e, principalmente, a dificuldade de balancear corretamente as doses de ingredientes necessárias para a saúde dos animais.

Por maior, ou melhor, que seja o nosso amor ou nossa intenção, nossos alimentos não são os mais indicados para os animais, alguns podem até causar danos ao organismo. Restos de comida, doces, massas e tudo o que não for prescrito pelo veterinário deve ser evitado, mesmo que o cão goste ou queira comer.

O animal que "pede" comida da mesa dos “pais” deve ser repreendido e retirado do local das refeições familiares. Lembre-se: o que não for apresentado ao animal não se transformará em prazer e, portanto não será uma “maldade” deixá-lo sem o petisco.

Outras pessoas acreditam que o filhote pode comer alimento de adulto (alimento para manutenção, com menor teor de cálcio e outros nutrientes essenciais à boa infância), ou mesmo que não há necessidade de fornecer alimento de filhotes àqueles que estão no final do crescimento (justamente quando algumas raças vão finalizar o crescimento com o desenvolvimento muscular e o fechamento ósseo), um engano que certamente irá influenciar na vida adulta deste animal, refletindo-se principalmente no tamanho, capacidade de aprendizado e resistência a doenças.

Um bom petisco para nossas crianças são os biscoitos caninos e os ossos de couro digerível, pois eles fortalecem a musculatura da mastigação, amolecem os dentes decíduos (de leite) favorecendo a erupção dos permanentes e são excelentes fibras para o bom funcionamento do intestino, combatem a formação de tártaros (doença que irá trazer grandes transtornos ao animal, principalmente ao idoso, cujas gengivas e raízes dos dentes inflamadas, pela ação do tártaro, irão atrapalhar a mastigação). O tártaro é formado por restos alimentares e bactérias que tem predileção pelas válvulas cardíacas, fígado, rins e articulações, criando situações que irão diminuir a boa qualidade de vida e a longevidade de nossos amiguinhos.

Quanto à quantidade de alimento, devemos observar três aspectos: a quantidade diária, a quantidade de refeições e a quantidade por refeição. A quantidade diária média é descrita em forma de tabela nas embalagens, e leva em consideração a média do peso da raça quando adulta e a idade atual.

A quantidade de refeições deve ser a maior possível quanto menor for a idade do animal, para que o estômago e o intestino possam aproveitar o máximo do alimento ingerido, tendo como base: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia, para filhotes acima de 45 dias de vida. Reduzir gradualmente até almoço e jantar para os adultos (raças pequenas acima de 1 ano, raças médias acima de 1 ano e seis meses, raças grandes acima de 1 ano e oito meses e raças gigantes acima de 2 anos).

A quantidade diária de alimento deve ser dividida pelo número de refeições. Refeições únicas diárias, ou excessos por refeição, podem trazer problemas imediatos tais como vômitos e/ou diarréia, má digestão e má absorção do alimento ingerido, e problemas tardios como dilatação estomacal, torção gástrica, animais gulosos, porém magros ou obesidade, além de fezes pastosas com forte odor e em alguns casos ingestão de fezes por ainda conterem odor e sabor do alimento mal digerido, o que pode tornar-se um vício.

As vantagens de se fornecer diversas refeições ao dia não terminam por aí. Em geral os animais demonstram como primeiro sintoma de doenças a falta de apetite, e como fazer este tipo de observação se o alimento fica a vontade para o animal? Alimentos expostos são fontes de alimentação para insetos e ratos, e a gordura contida nos alimentos deteriora com mais facilidade, tornando-se rançosa e concorrendo com a boa qualidade do alimento.

Horários são importantes na vida de qualquer um, e para animais que desempenham o papel de guarda ter, além de horário, sua própria vasilha em local certo e estar saciado sem estar com o estomago pesado (o que causa sonolência), pode ser a diferença entre proteger sua casa contra invasores e estar protegido contra investidas com alimentos envenenados, ou não!

 

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